O
DESENVOLVIMENTO DA MULHER NO MERCADO E A DESIGUALDADE ENTRE O HOMEM E A MULHER
Camila
Santana
Ellen
Santos
Emanuelle
Reis
Luana
Mata
Itamara
Santana
Mikael
Freire
Misael
Rocha
RESUMO:
Este
artigo, tem como finalidade abordar o avanço da mulher no mercado de trabalho.
Como viviam antigamente, o seu desenvolvimento, a mulher nos dias atuais, as
desigualdades e também a discriminação profissional.
PALAVRAS-CHAVE:
Mulher, Evolução, Conquistas, Desigualdade e Machismo.
Antigamente a mulher era subordinada,
vivia sobre a dominação do homem, era submissa, não tinha direito nenhum, não
podia responder por si e muito menos possuir uma profissão. A mulher era
designada como uma doméstica, fazer as tarefas de casa, o marido tinha suas
necessidades sexuais e a mulher era submetida a função de reprodutora.
Desde o início já havia o
poder de posse do homem sobre a mulher. Era ensinada para ser uma boa filha,
boa esposa e uma boa mãe. Enquanto solteira era posse do pai, ao casar-se
pertencia ao marido e quando viúva era propriedade da família do marido
falecido.
O casamento era o principal
objetivo da mulher. Por meio do casamento, ela seria capaz de conseguir
alianças políticas e financeiras fundamentais para a sua família, seria
competente de resgatar uma propriedade que estaria comprometida por dívidas e
inclusive elevar algumas posições na sociedade. Entretanto, para acontecer um
casamento bem-sucedido, existia certos requisitos que a mulher deveria
desempenhar e o essencial era o dote. O dote era uma herança que poderia ser
uma determinada quantia em dinheiro, terras, rendas ou mesmo um título de
nobreza que a noiva trazia em seu benefício que seu pai deixava para ela no
momento em que ela fosse se casar que era passado para o marido e aos filhos.
Naquela época a mulher não
tinha voz ativa, não atuava no ambiente político, social e econômico, não podia
empenhar-se em uma profissão, nem ao menos comentar no seu próprio casamento
que era arranjado pelos seus pais por motivos bem distintos do sentimento dos noivos.
Os costumes dos séculos passados ofereciam ao homem o direito de ser o único
provedor das necessidades do lar, era quem sustentava e dava comodidade a sua
família, para a mulher ficava o encargo da organização da casa. A ela não
pertencia o direito de trabalhar fora, especialmente se fosse referido a
embolsar dinheiro. Haviam um pequeno número de mulheres que trabalhavam em
razão de que eram de uma classe economicamente menos beneficiada porque seus
maridos faleceram. Para sustentar seus filhos elas trabalhavam preparando
alimentos e doces por encomendas, bordados e outros trabalhos manuais que eram
pouco considerados.
Vivendo absolutamente anulada,
humilhada, menos prezada e discriminada pelos pais, maridos, filhos e a
sociedade. Eram tratadas como alguém sem personalidade, sem sentimentos e sem
direitos.
Por meio de vários
acontecimentos as mulheres começaram a reivindicar seus direitos. Alguns desses
acontecimentos abaixo:
· A Revolução Francesa que foi um marco político
e processo revolucionário importante para a civilização ocidental, em que
variados modelos de antigamente iniciam a ser rompidos e questionados.
· A Evolução Industrial, na metade do século
XVIII, que encaminhou o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da
maquinaria.
· A Primeira e a Segunda Guerra Mundial que
também tiveram uma indispensável contribuição nessa caminhada, já que os homens
iam para as guerras, sendo que muitos não regressavam, e os poucos que
regressavam estavam inválidos e não era capaz de retornar às suas atividades.
· E a Revolução Feminista que luta contra todos
os tipos de injustiça praticada sobre as mulheres e pela igualdade entre o
homem e a mulher que aconteceu na década de 70.
Desta forma a mulher passou a
ser visualizada pela sociedade como um ser humano capaz, efetuando o trabalho
que antes era de seu marido e filhos. Este movimento feminino beneficiou o
avanço de um maior espaço na sociedade e, em consequência, no mercado de
trabalho.
Uma tragédia que deve ser
lembrada foi aquela que ocorreu em 8 de março de 1857. As operárias de uma
fábrica em Nova York entraram em greve, ocupando a fábrica para reivindicarem a
diminuição de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. A fábrica
foi incendiada com elas estando lá dentro como forma de rejeição à greve,
aproximadamente 130 mulheres foram carbonizadas. Estas mulheres que trabalhavam
nesta fábrica que, nas suas 16 horas não ganhavam mais que um terço do salário
dos homens. Só desejavam ter os mesmos direitos dos homens, mas o machismo complicou
essa oposição. Em 1910, em uma conferência internacional feita na Dinamarca, em
homenagem àquelas mulheres, celebrar o dia 8 de março como Dia Internacional da
Mulher. O incêndio em Nova York faz parte da história de luta das mulheres
pelos seus direitos.
Nos últimos tempos, a mulher
tem abandonado o padrão de exercer apenas como uma dona de casa e ingressado no
Mercado de Trabalho. A mulher vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos 50
anos do século XX, juntamente com o aumento da oportunidade de estudar e
definir sua profissão. As mulheres estão ocupando lugares na sociedade em
geral. Um bom exemplo é que o Brasil já foi regido por uma mulher, mostra
claramente a entrada da mulher em todas as áreas. Percebe-se o crescimento de
pessoas que são dependentes da mulher, isso em razão de que elas passam a agir
como a autoridade da família, provedora do lar, operando no lugar do pai
ausente. E em alguns países a mulher trabalha e traz o ganha-pão para a família
no tempo em que o marido permanece em casa, mas o que não é raridade é ver
mulher que é única responsável pelos filhos, trabalhando e também cuidando dos
filhos. Isso é muito trabalhoso, evidentemente a mulher contrata uma babá ou
entrega para parentes dispostos a cuidar dos filhos.
Ano após ano as mulheres
conseguiram marcantes conquistas, entre elas:
·
O direito a educação e ao trabalho nos séculos
XVIII e XIX;
· O direito do voto em 1932. O voto era um
direito específico dos homens, particularmente para os homens ricos no começo
do século XX. Em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres passaram a ter o direito
do voto nas eleições nacionais durante a Era Vargas aqui no Brasil. O voto
feminino é fruto de um longo processo de luta pela atuação das mulheres na
Política. As mulheres que se motivaram por esse direito foram conceituadas como
sufragistas;
· A liberação sexual que aconteceu em 1960, com o
surgimento da pílula anticoncepcional que provocou uma redução na vida sexual
das mulheres, que ganhou mais liberdade, e conduziu a uma diminuição
radicalmente da taxa de natalidade mundial;
· A luta pela igualdade no trabalho, criada no
fim dos anos 1970 e ainda os grupos feministas buscam até hoje;
· O direito do divórcio em 1977 concedendo ao
casal a oportunidade de pôr fim ao casamento e criar uma nova família. E isso
favoreceu a mulher com a possibilidade de decidir-se;
· E a lei Maria da Penha estabelecida em 7 de
agosto de 2006 com a finalidade de combater a violência contra a mulher.
A mulher cresce cada vez mais
no universo, visto que é eficaz em evoluir vários ofícios coincidentemente com
competência e efetividade, apesar disso assim há uma certa desconfiança em
relação a capacidade das mulheres. A Lei do Art. 5º fala sobre a igualdade
entre os sexos, que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, todos
são iguais perante a Lei. Mas a verdade é que a desigualdade é ainda mais
intensa quando é feita a analogia por meio da base salarial de homens e
mulheres.
Essa diferença salarial entre
os gêneros é um obstáculo identificado, pois homens e mulheres ainda não ganham
o mesmo. Para mulheres negras, imigrantes e mães, o cenário é ainda mais
crítico. A herança machista está entre as causas que auxilia a desigualdade
salarial, assim como a segregação ocupacional onde as mulheres encontram-se
mais presentes em algumas profissões, no mesmo momento em que os homens estão
mais presentes em outras. Ter filhos é também uma adversidade que eleva a
desigualdade salarial, já que convivemos em uma sociedade injusta. Para que a
mulher tome conta das crianças, várias mulheres têm necessidade de largar o
emprego depois de 4 meses de licença-maternidade. Em algumas circunstâncias,
são até mesmo demitidas. O que não se passa com o homem quando se tornar pai.
De acordo com Pâmela Kometani,
a média salarial por cargo (Diferença entre o salário do homem e o da mulher) no esquema abaixo:
Mulheres Homens
Analista - R$ 3.356 R$ 4.040
Assistentes - R$ 1.564 R$ 1.704
Consultor - R$ 3.359 R$ 5.457
Coordenadores e Gerentes
- R$ 8.183 R$ 12.006
Cargos Operacionais - R$ 1.183 R$ 1.869
Especialistas Graduados - R$ 4.071 R$ 6.164
Especialistas Técnicos - R$ 2.078 R$ 3.062
Supervisores e encarregados
– R$ 4.092 R$ 5.242
Trainee e Estagiário - R$ 1.062 R$ 1.236[i]
No momento atual o Brasil
passa por uma crise econômica, e com a mesma vem o desemprego afligindo
milhares de famílias. Como já predizíamos, as mulheres acabam sendo as mais
afetadas com a falta de empregabilidade. A taxa percentual de mulheres
desempregadas é de 51,8% e a dos homens é de 48,2%, exibe notadamente a
injustiça que vem desde antigamente e a submissão das mulheres que são tratadas
como pessoas de segunda classe.
O machismo e o preconceito são
um incômodo que a mulher atualmente sofre no Mercado de Trabalho, que são os
primeiros motivos que terminam prejudicando a delegação de poder do sexo
feminino nas empresas. Assim como são discriminadas pela sociedade, elas são
nas empresas.
Mesmo estando no século XXI, mesmo
com todos os direitos conquistados ao longo do tempo pelas mulheres, vivenciamos
as desigualdades, o preconceito e as discriminações. Pois a mulher podendo ser
mais capacitada e eficaz do que o homem, exercendo a mesma função, ela recebe
menos do que o homem. Isso tudo só provou que vivemos em uma sociedade
totalmente machista onde não reconhecem a competência feminina e tampouco o seu
valor.
REFERÊNCIAS
CAMARGO, O. A mulher e o mercado de trabalho. Brasil
Escola. Disponivel em: <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/a-mulher-mercado-trabalho.htm>.
Acesso em: 18 ago. 17.
CARVALHO., R. Efeito
Temer: Negros e mulheres são mais vitimados pelo desemprego, 24 Fevereiro
2017. Disponivel em: <http://desacato.info/efeito-temer-negros-e-mulheres-sao-mais-vitimados-pelo-desemprego/>.
Acesso em: 18 Agosto 2017.
CUNHA, C. Direitos
Femininos: uma luta por igualdade e direitos civis. Uou, 20 set. 2013.
Disponivel em:
<https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/direitos-femininos-uma-luta-por-igualdade-e-direitos-civis.htm>.
Acesso em: 18 ago. 2017.
FAMÍLIA, I. B. D. D.
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Acesso em: 18 ago. 2017.
GALVÃO, J. D. C.
DIFERENÇA SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES. Politize! Disponivel em:
<http://www.politize.com.br/desigualdade-salarial-entre-homens-e-mulheres/>.
Acesso em: 18 Agosto 2017.
GIKOVATE, F.
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<http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/revolucao-sexual-5975.html>.
Acesso em: 18 Agosto 2017.
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<https://pge-go.jusbrasil.com.br/noticias/1012707/a-evolucao-da-mulher>.
Acesso em: 18 ago. 2017.
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<http://www.tre-es.jus.br/imprensa/noticias-tre-es/2014/Fevereiro/82-anos-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil>.
Acesso em: 18 ago. 2017.
KOMETANI, P. Mulheres
ganham menos do que os homens em todos os cargos, diz pesquisa. G1
Notícias, 2017. Disponivel em: <http://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-do-que-os-homens-em-todos-os-cargos-diz-pesquisa.ghtml>.
Acesso em: 01 mar. 2017.
SILVA, R. S. O
desenvolvimento da mulher no mercado de trabalho, 21 out. 2014. Disponivel
em: <http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-desenvolvimento-da-mulher-no-mercado-de-trabalho/82054/>.
Acesso em: 18 ago. 2018.
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