sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O DESENVOLVIMENTO DA MULHER NO MERCADO E A DESIGUALDADE ENTRE O HOMEM E A MULHER


Camila Santana
Ellen Santos
Emanuelle Reis
Luana Mata
Itamara Santana
Mikael Freire
Misael Rocha

RESUMO: Este artigo, tem como finalidade abordar o avanço da mulher no mercado de trabalho. Como viviam antigamente, o seu desenvolvimento, a mulher nos dias atuais, as desigualdades e também a discriminação profissional.

PALAVRAS-CHAVE: Mulher, Evolução, Conquistas, Desigualdade e Machismo.

Antigamente a mulher era subordinada, vivia sobre a dominação do homem, era submissa, não tinha direito nenhum, não podia responder por si e muito menos possuir uma profissão. A mulher era designada como uma doméstica, fazer as tarefas de casa, o marido tinha suas necessidades sexuais e a mulher era submetida a função de reprodutora.

Desde o início já havia o poder de posse do homem sobre a mulher. Era ensinada para ser uma boa filha, boa esposa e uma boa mãe. Enquanto solteira era posse do pai, ao casar-se pertencia ao marido e quando viúva era propriedade da família do marido falecido.

O casamento era o principal objetivo da mulher. Por meio do casamento, ela seria capaz de conseguir alianças políticas e financeiras fundamentais para a sua família, seria competente de resgatar uma propriedade que estaria comprometida por dívidas e inclusive elevar algumas posições na sociedade. Entretanto, para acontecer um casamento bem-sucedido, existia certos requisitos que a mulher deveria desempenhar e o essencial era o dote. O dote era uma herança que poderia ser uma determinada quantia em dinheiro, terras, rendas ou mesmo um título de nobreza que a noiva trazia em seu benefício que seu pai deixava para ela no momento em que ela fosse se casar que era passado para o marido e aos filhos.

Naquela época a mulher não tinha voz ativa, não atuava no ambiente político, social e econômico, não podia empenhar-se em uma profissão, nem ao menos comentar no seu próprio casamento que era arranjado pelos seus pais por motivos bem distintos do sentimento dos noivos. Os costumes dos séculos passados ofereciam ao homem o direito de ser o único provedor das necessidades do lar, era quem sustentava e dava comodidade a sua família, para a mulher ficava o encargo da organização da casa. A ela não pertencia o direito de trabalhar fora, especialmente se fosse referido a embolsar dinheiro. Haviam um pequeno número de mulheres que trabalhavam em razão de que eram de uma classe economicamente menos beneficiada porque seus maridos faleceram. Para sustentar seus filhos elas trabalhavam preparando alimentos e doces por encomendas, bordados e outros trabalhos manuais que eram pouco considerados.

Vivendo absolutamente anulada, humilhada, menos prezada e discriminada pelos pais, maridos, filhos e a sociedade. Eram tratadas como alguém sem personalidade, sem sentimentos e sem direitos.

Por meio de vários acontecimentos as mulheres começaram a reivindicar seus direitos. Alguns desses acontecimentos abaixo:

·     A Revolução Francesa que foi um marco político e processo revolucionário importante para a civilização ocidental, em que variados modelos de antigamente iniciam a ser rompidos e questionados.

·    A Evolução Industrial, na metade do século XVIII, que encaminhou o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da maquinaria.

·  A Primeira e a Segunda Guerra Mundial que também tiveram uma indispensável contribuição nessa caminhada, já que os homens iam para as guerras, sendo que muitos não regressavam, e os poucos que regressavam estavam inválidos e não era capaz de retornar às suas atividades.

·    E a Revolução Feminista que luta contra todos os tipos de injustiça praticada sobre as mulheres e pela igualdade entre o homem e a mulher que aconteceu na década de 70.

Desta forma a mulher passou a ser visualizada pela sociedade como um ser humano capaz, efetuando o trabalho que antes era de seu marido e filhos. Este movimento feminino beneficiou o avanço de um maior espaço na sociedade e, em consequência, no mercado de trabalho.

Uma tragédia que deve ser lembrada foi aquela que ocorreu em 8 de março de 1857. As operárias de uma fábrica em Nova York entraram em greve, ocupando a fábrica para reivindicarem a diminuição de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. A fábrica foi incendiada com elas estando lá dentro como forma de rejeição à greve, aproximadamente 130 mulheres foram carbonizadas. Estas mulheres que trabalhavam nesta fábrica que, nas suas 16 horas não ganhavam mais que um terço do salário dos homens. Só desejavam ter os mesmos direitos dos homens, mas o machismo complicou essa oposição. Em 1910, em uma conferência internacional feita na Dinamarca, em homenagem àquelas mulheres, celebrar o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher. O incêndio em Nova York faz parte da história de luta das mulheres pelos seus direitos.

Nos últimos tempos, a mulher tem abandonado o padrão de exercer apenas como uma dona de casa e ingressado no Mercado de Trabalho. A mulher vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos 50 anos do século XX, juntamente com o aumento da oportunidade de estudar e definir sua profissão. As mulheres estão ocupando lugares na sociedade em geral. Um bom exemplo é que o Brasil já foi regido por uma mulher, mostra claramente a entrada da mulher em todas as áreas. Percebe-se o crescimento de pessoas que são dependentes da mulher, isso em razão de que elas passam a agir como a autoridade da família, provedora do lar, operando no lugar do pai ausente. E em alguns países a mulher trabalha e traz o ganha-pão para a família no tempo em que o marido permanece em casa, mas o que não é raridade é ver mulher que é única responsável pelos filhos, trabalhando e também cuidando dos filhos. Isso é muito trabalhoso, evidentemente a mulher contrata uma babá ou entrega para parentes dispostos a cuidar dos filhos.


Ano após ano as mulheres conseguiram marcantes conquistas, entre elas:

·         O direito a educação e ao trabalho nos séculos XVIII e XIX;

·     O direito do voto em 1932. O voto era um direito específico dos homens, particularmente para os homens ricos no começo do século XX. Em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres passaram a ter o direito do voto nas eleições nacionais durante a Era Vargas aqui no Brasil. O voto feminino é fruto de um longo processo de luta pela atuação das mulheres na Política. As mulheres que se motivaram por esse direito foram conceituadas como sufragistas;

·     A liberação sexual que aconteceu em 1960, com o surgimento da pílula anticoncepcional que provocou uma redução na vida sexual das mulheres, que ganhou mais liberdade, e conduziu a uma diminuição radicalmente da taxa de natalidade mundial;


·   A luta pela igualdade no trabalho, criada no fim dos anos 1970 e ainda os grupos feministas buscam até hoje;

·  O direito do divórcio em 1977 concedendo ao casal a oportunidade de pôr fim ao casamento e criar uma nova família. E isso favoreceu a mulher com a possibilidade de decidir-se;


·   E a lei Maria da Penha estabelecida em 7 de agosto de 2006 com a finalidade de combater a violência contra a mulher.

A mulher cresce cada vez mais no universo, visto que é eficaz em evoluir vários ofícios coincidentemente com competência e efetividade, apesar disso assim há uma certa desconfiança em relação a capacidade das mulheres. A Lei do Art. 5º fala sobre a igualdade entre os sexos, que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, todos são iguais perante a Lei. Mas a verdade é que a desigualdade é ainda mais intensa quando é feita a analogia por meio da base salarial de homens e mulheres.

Essa diferença salarial entre os gêneros é um obstáculo identificado, pois homens e mulheres ainda não ganham o mesmo. Para mulheres negras, imigrantes e mães, o cenário é ainda mais crítico. A herança machista está entre as causas que auxilia a desigualdade salarial, assim como a segregação ocupacional onde as mulheres encontram-se mais presentes em algumas profissões, no mesmo momento em que os homens estão mais presentes em outras. Ter filhos é também uma adversidade que eleva a desigualdade salarial, já que convivemos em uma sociedade injusta. Para que a mulher tome conta das crianças, várias mulheres têm necessidade de largar o emprego depois de 4 meses de licença-maternidade. Em algumas circunstâncias, são até mesmo demitidas. O que não se passa com o homem quando se tornar pai.

De acordo com Pâmela Kometani, a média salarial por cargo (Diferença entre o salário do homem e o da mulher) no esquema abaixo:          
                        
                                                          Mulheres                               Homens

Analista -                                           R$ 3.356                                R$ 4.040
Assistentes -                                     R$ 1.564                                R$ 1.704
Consultor -                                        R$ 3.359                                R$ 5.457   
Coordenadores e Gerentes -            R$ 8.183                                R$ 12.006
Cargos Operacionais -                      R$ 1.183                                R$ 1.869
Especialistas Graduados -                R$ 4.071                                R$ 6.164
Especialistas Técnicos -                    R$ 2.078                               R$ 3.062
Supervisores e encarregados –        R$ 4.092                               R$ 5.242
Trainee e Estagiário -                        R$ 1.062                               R$ 1.236[i]

No momento atual o Brasil passa por uma crise econômica, e com a mesma vem o desemprego afligindo milhares de famílias. Como já predizíamos, as mulheres acabam sendo as mais afetadas com a falta de empregabilidade. A taxa percentual de mulheres desempregadas é de 51,8% e a dos homens é de 48,2%, exibe notadamente a injustiça que vem desde antigamente e a submissão das mulheres que são tratadas como pessoas de segunda classe.

O machismo e o preconceito são um incômodo que a mulher atualmente sofre no Mercado de Trabalho, que são os primeiros motivos que terminam prejudicando a delegação de poder do sexo feminino nas empresas. Assim como são discriminadas pela sociedade, elas são nas empresas.

Mesmo estando no século XXI, mesmo com todos os direitos conquistados ao longo do tempo pelas mulheres, vivenciamos as desigualdades, o preconceito e as discriminações. Pois a mulher podendo ser mais capacitada e eficaz do que o homem, exercendo a mesma função, ela recebe menos do que o homem. Isso tudo só provou que vivemos em uma sociedade totalmente machista onde não reconhecem a competência feminina e tampouco o seu valor. 

REFERÊNCIAS

CAMARGO, O. A mulher e o mercado de trabalho. Brasil Escola. Disponivel em: <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/a-mulher-mercado-trabalho.htm>. Acesso em: 18 ago. 17.

CARVALHO., R. Efeito Temer: Negros e mulheres são mais vitimados pelo desemprego, 24 Fevereiro 2017. Disponivel em: <http://desacato.info/efeito-temer-negros-e-mulheres-sao-mais-vitimados-pelo-desemprego/>. Acesso em: 18 Agosto 2017.

CUNHA, C. Direitos Femininos: uma luta por igualdade e direitos civis. Uou, 20 set. 2013. Disponivel em: <https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/direitos-femininos-uma-luta-por-igualdade-e-direitos-civis.htm>. Acesso em: 18 ago. 2017.

FAMÍLIA, I. B. D. D. D. A trajetória do divórcio no Brasil: A consolidação do Estado Democrático de Direito. Jusbrasil, 2010. Disponivel em: <https://ibdfam.jusbrasil.com.br/noticias/2273698/a-trajetoria-do-divorcio-no-brasil-a-consolidacao-do-estado-democratico-de-direito>. Acesso em: 18 ago. 2017.

GALVÃO, J. D. C. DIFERENÇA SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES. Politize! Disponivel em: <http://www.politize.com.br/desigualdade-salarial-entre-homens-e-mulheres/>. Acesso em: 18 Agosto 2017.

GIKOVATE, F. Revolução Sexual. Disponivel em: <http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/revolucao-sexual-5975.html>. Acesso em: 18 Agosto 2017.

GOIÁS, P. G. D. E. D. A EVOLUÇÃO DA MULHER. JusBrasil, 2009. Disponivel em: <https://pge-go.jusbrasil.com.br/noticias/1012707/a-evolucao-da-mulher>. Acesso em: 18 ago. 2017.

IMPRENSA. Tribunal Regional Eleitoral do Espiríto Santo, 24 fev. 2014. Disponivel em: <http://www.tre-es.jus.br/imprensa/noticias-tre-es/2014/Fevereiro/82-anos-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil>. Acesso em: 18 ago. 2017.

KOMETANI, P. Mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos, diz pesquisa. G1 Notícias, 2017. Disponivel em: <http://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-do-que-os-homens-em-todos-os-cargos-diz-pesquisa.ghtml>. Acesso em: 01 mar. 2017.

SILVA, R. S. O desenvolvimento da mulher no mercado de trabalho, 21 out. 2014. Disponivel em: <http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-desenvolvimento-da-mulher-no-mercado-de-trabalho/82054/>. Acesso em: 18 ago. 2018.







[i] (KOMETANI, 2017)






















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